domingo, março 28, 2004

Pois é.. a vida é uma caixinha de surpresas.. a última coisa q eu esperava quando eu lá, desocupado durante as férias postei um monte de bobagem aki no blog era que eu fosse ter colaboradores... mas já devia imaginar.. do jeito que a prática de criação de baboseiras inúteis é um hobby pra 90% das pessoas q eu conheço...
eeeenfim, o Ilustríssimo sr. Pedro, também conhecido como Bad Gordon me mandou o texto abaixo, que eu, com lágrimas nos olhos, deixo à disposição de vocês, pobres leitores.. hehehehe
qualquer semelhança com a realidade terá sido mera intenção.
ps: não me prendam, isso é só uma brincadeira carinhosa... talvez não mto carinhosa mas é brincadeira!!

§§§§

Codinome: Preto
Profissão: Estelionatário
Localização: Favela do Morro 100% preto veneno / camburão da PM

Era uma pessoa de boa índole. Quando criança, costumava brincar com “Bad Gordon” e “Will J” de cavaleiros do zodiaco; pega-pega e até mesmo batia figurinhas sem as roubar e sair correndo. Aparentemente, uma criança normal. Aparentemente! Quando completos seus 12 anos, teve seu prmieiro grande “baque”.La estava ele, doce criança voltando da aula na escolinha de esportes quando ao chegar em casa viu luzes piscando; ouviu barulho de sirene e uma gritaria imença. Eram “Os Ómi” que armaram uma emboscada para seu pai “Negrão More”. Sua mãe, aos prantos, explicou-lhe a situação e pediu para q enterasse na dispença (mal sabia ele que la operava a maior industria do jogo do bicho existente no pais) e convencesse seu pai a se entregar. Assim fez.
Quando estava prestes a entrar na dispença (ainda chocado com a quantidade de “BERRO” que “Os Ómi” portavam) tomou um susto. Seu pai bicou a porta e, correndo com a maleta forrada de dolares, jogou-se da janela do quadragesimo quarto andar gritando:
JAMAI VAI MI PEGA CUM VIDA, MALDITUS “PÓS DE ARROZ”!!!
Encontrando assim seu horrendo fim, quando após descobrir que voar era aparentemente facil, esmagou-se no chão; foi atropelado por uma caminhão baú e chutado por um mendigo que nos arredores residia. (sem mencionar a pomba que “cagou” em sua cabeça, ou oq restara dela).
Foi assim que após uma volta de camburão com “Os Ómi”, sua mãe em seu leito de morte contou-lhe que seu pai verdadeiro era uma lenda viva, grande guru da India e pediu para q procurasse seu avô no terreiro mais proximo. Preto era filho de DALSIN.
Continua>>>>

segunda-feira, março 22, 2004

EXCERTOS DO SUBMUNDO
Parte II - O Caminho dos Becos

- Quarto Tomo -

Mortanis - o dossiê vermelho-sangue

Lá pelos idos de 2004, a flor de São Paulo respondia pelo nome de Elisa. A criatura jovial acumulava os títulos de gaorta-modelo (típica imagem de se fazer "blé" de tão certinha). E seus professores-fãs suspiravam ao ver a futura 'workaholic' se superando a cada dia. Entre os colegas ela também se mostrava digna de estereótipos de rainha do baile ou presidente do grêmio em uma só pessoa.
Tudo isso apenas comprova como as pessoas se iludem facilmente... um ego perfeito muitas vezes pode significar um id destrutivo.
Durante esse tempo Elisa e Vanderlei formavam como uma imagem moderna de Platão e Sócrates. Vanderlei, o mestre orgulhoso e Elisa, a discípula maravilhada. Mas os filósofos gregos não tiveram de presenciar a destruição de sua acrópole. Pois talvez com eles o efeito fosse o mesmo... A Lei Vagante - Wandern Lex - surgia, e Elisa tornou-se seu braço direito.
Existe uma tênue linha entre ideais e fé, entre fé e fanatismo, entre fanatismo e loucura. E, logo, ambos ultrapassaram essa linha, expondo cada um seus próprios instintos... e Elisa deixava de ser "Elisa meiguinha", e assumia quem realmente nascera para ser, e percebia que é doce o gosto do veneno quando escorre pelas presas do predador. Ela era um predador, não havia como negá-lo, como sempre tentara, acumulando stress quando reprimia seus desejos de calar as vozes que teimaam em intrometer-se em seus assuntos.
Um desvio, um leve desvio do caminho foi o necessário para que Elisa nunca mais retornasse aos passos de seu mentor. Viu naquele mesmo homem um fraco que podia moldar a seu bel prazer, e arruinou-o, humilhou-o até que nem ele próprio acreditasse em sua lei. A Lei Vagante tornou-se uma sombra do passado. A garota especializava-se, tornou-se mercenária se aproveitando de sua imagem de benfeitora, iludindo a muitos, assim como punindo a muitos, banhando as unhas em sangue. E sua fama cresceu, fazendo tremer até mesmo os maiores nomes do crime quando mencionado seu novo codinome, ou título, dada a importância deste: Mortanis, o flagelo vermelho do submundo.